Foram alguns anos de aprendizado, algumas conquistas, outras tantas perdas. Logo completaremos seis anos sem nos falar, e eu não posso dizer que deixei de te lembrar, assustadoramente, todos os dias. Você me amaria novamente se soubesse que te deixei livre, anos atrás, porque te amo tanto? Que as experiências me fizeram uma pessoa melhor, capaz de reconhecer muitos dos erros que cometi com a vida, com você? Talvez você me amasse novamente se soubesse que por seis anos eu levei suas lembranças para o travesseiro, não passei nenhum aniversário seu sem te lembrar, e não deixei de imaginar como seria bom poder dividir minhas conquistas com você. As tentativas forçadas de amar outro alguém até me distraíram por um tempo, bem pouco tempo. E por mais que eu me obrigasse a não pensar mais em você, suas lembranças ainda me vinham nos sonhos ou nas tardes de domingo. Não tenho nenhuma explicação para isso que não seja amor. Amor, desses que a gente não controla, nem entende. Amor, o profundo querer-bem que não passa nunca, que respeita a liberdade, mesmo que isso signifique não ter nenhum contato com quem se ama. O amor liberta e respeita.

Ver você tão transformado me faz pensar que você ainda não aprendeu quem você é. Me faz perceber que você ainda tenta com todas as forças ser quem acha que deveria, sem saber que, se precisa forçar, é porque você não é. Se precisa insistir, mesmo contrariado, é porque você não quer. Se precisa machucar para se encaixar, é porque não é o encaixe certo. Mais do que não esquecer você, eu não esqueci quem você é, e isso me fez uma pessoa melhor. Espero que você também não se esqueça.

E sim, você me amaria novamente se me conhecesse outra vez e, se tivesse coragem.

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